O artigo é interessante, mas, pela minha experiência, também se aprende a gostar de ensinar. E há quem tenha sonhado toda uma vida em ser professor e se tenha desiludido no primeiro dia. Sem dúvida que há gente que não gosta do que faz, mas talvez também porque o ensino está demasiado burocratizado e com demasiadas "pedagogices", indisciplina e boçalidades. Por vezes é quase necessário um espírito de missionário, tamanhos são os entraves.
Um dia sonhei...Noutro dia tentei. E aos poucos...
Vou criando este espaço destinado a todos os que queiram ter acesso a pedaços soltos de Matemática, fruto do que vou fazendo com os meus alunos.
Tens de levar a bolinha branca a passar pela saída que se encontra no cimo.
Para tal tens de mover a bolinha, usando as setas e as funções de cada box.
As funções das boxes estão identificadas no início do jogo!
Sobrevivência. Representa as necessidades mais básicas, como comer e beber. Resulta letal a privação dessas necessidades por um longo período de tempo. Sua relevância é evidente como princípio-guia na vida daquelas pessoas socializadas em um contexto de escassez, como também daquelas que atualmente vivem sem os recursos econômicos básicos.
Sexual. Representa a necessidade fisiológica de sexo, constituindo um padrão de orientação para pessoas jovens ou para aquelas que foram ou são privadas deste estímulo. É usualmente tratado como um elemento ou fator dos valores morais (Braithwaite & Scott, 1991) ou religiosos (Braithwaite & Law, 1985).
Prazer. Corresponde à necessidade orgânica de satisfação, em um sentido amplo (comer ou beber por prazer, ter diversão, etc.). Embora relacionado com o valor anterior, sua particularidade se fundamenta no fato de que a fonte da satisfação não é de um tipo específico. Este valor é incluído na maioria dos instrumentos (Braithwaite & Scott, 1991).
Estimulação. Representa a necessidade fisiológica de movimento, variedade e novidade de estímulos. Enfatiza estar sempre em atividade e ocupado, e descreve alguém que é impulsivo e talvez consciencioso. Existem alguns valores parecidos que são mencionados na literatura (Braithwaite & Law, 1985; Rokeach, 1973; Schwartz, 1992; Walsh et al., 1996).
Emoção. Representa a necessidade fisiológica de excitação e busca de experiências arriscadas. Difere do valor anterior devido à ênfase dada ao risco, que necessita estar sempre presente. As pessoas que adotam este valor são menos conformadas às regras sociais (Coelho Júnior, 2001). Este é considerado como parte do valor estimulação (Schwartz, 1992) ou estimulação social (Braithwaite & Law, 1985). Walsh e colaboradores (1996) sugerem a existência de um valor denominado risco, que provavelmente tem algo em comum com este valor.
Estabilidade Pessoal. A necessidade de segurança é parcialmente representada por este valor. Enfatiza uma vida planejada e organizada. As pessoas que assumem esta orientação tentam garantir sua própria existência. Provavelmente configure o tipo motivacional de segurança (Schwartz, 1992), e pode ser relacionado com itens específicos, tais como ter um trabalho estável (Levy, 1990) e segurança econômica (Walsh et al., 1996).
Saúde. Este também representa a necessidade de segurança (Schwartz & Bilsky, 1987). A idéia é não estar doente. A pessoa que adota este valor lida com um drama pessoal originado em um sentimento de incerteza que está implícito na doença. Assim, o indivíduo é orientado a procurar manter um estado ótimo de saúde, evitando coisas que possam ameaçar sua vida. Este valor é comum na literatura, seja com esta mesma etiqueta (Parra, 1983; Schwartz, 1992) ou considerado como bem-estar (Braithwaite & Law, 1985; Lapin, 1997).
Religiosidade. Este valor também representa a necessidade de segurança. Não depende de nenhum preceito religioso. É reconhecida a existência de uma entidade superior, através da qual as pessoas podem lograr a certeza e a harmonia social requeridas para uma vida pacífica. Este valor se encontra na maioria dos instrumentos (Braithwaite & Scott, 1991; Levy, 1990; Schwartz, 1992).
Apoio Social. Este valor representa a necessidade de segurança. Expressa a segurança no sentido de não se sentir sozinho no mundo e receber ajuda quando a necessite. Está presente em vários instrumentos, recebendo diferentes etiquetas: amigos próximos que me ajudem (Schwartz, 1992), solidariedade com os demais (Chinese Culture Connection, 1987) e contato social (Lapin, 1997).
Ordem Social. Com este valor se completa a lista daqueles que representam a necessidade de segurança. Implica uma escolha de alguém orientado a padrões sociais que assegurem uma vida diária tranqüila, um ambiente estável. Os seguintes itens podem representá-lo: ordem nacional (Braithwaite & Law, 1985; Inglehart, 1990), proteção da propriedade pública (Levy, 1990) e segurança nacional (Braithwaite & Law, 1985; Parra, 1983; Rokeach, 1973; Schwartz, 1992).
Afetividade. Este valor e o seguinte representam a necessidade de amor e afiliação. As relações próximas e familiares são enfatizadas, assim como o compartilhamento de cuidados, afetos e pesares. Está relacionado com a vida social. Geralmente são encontrados na literatura itens como amizade verdadeira (Rokeach, 1973; Schwartz, 1992), amigo próximo, íntimo (Chinese Culture Connection, 1987), ou satisfazer relações interpessoais (Braithwaite & Law, 1985; Levy, 1990).
Convivência. Enquanto o valor anterior descreve uma relação direta pessoa-pessoa, com ênfase na intimidade, o presente é centrado na dimensão pessoa-grupo e tem um sentido de socialização (por exemplo, pertencer a grupos sociais, conviver com os vizinhos). Schwartz (1992) apresenta o valor sentido de pertença; Levy (1990) propõe o item viver em vizinhança.
Êxito. Este valor e os dois seguintes representam a necessidade de estima. Este enfatiza ser eficiente e alcançar metas. As pessoas que adotam este valor têm uma idéia clara de sucesso e tendem a se orientar nessa direção. É incluído na maioria dos questionários (Braithwaite & Scott, 1991; Levy, 1990; Reeve & Sickenius, 1994; Walsh & cols., 1996).
Prestígio. O presente valor enfatiza a importância do contexto social. Não é uma questão de ser aceito pelos demais, mas de ter uma imagem pública. Os indivíduos que assumem este valor reconhecem a importância dos demais, desde que isso resulte em seu próprio benefício. Braithwaite e Law (1985) incluem o fator posição social que tem um conteúdo similar a este valor, mas que considera um aspecto de autoridade que define o valor poder. Outros autores citam valores equivalentes (Parra, 1983; Schwartz, 1992; Walsh et al., 1996).
Poder. Este valor é menos social do que o anteriormente tratado. As pessoas que atribuem importância a ele podem não ter a noção de um poder socialmente constituído. Este é provavelmente o valor menos socialmente desejado entre aquelas pessoas com uma orientação social horizontal (por exemplo, estudantes universitários). A maioria dos instrumentos o tem contemplado (Braithwaite & Scott, 1991; Chinese Culture Connection, 1987; Lapin, 1997).
Maturidade. A necessidade de auto-realização é representada por este valor. Enfatiza o sentido de auto-satisfação de uma pessoa que se considera útil como um ser humano. Os indivíduos que priorizam este valor tendem a apresentar uma orientação social que transcende pessoas ou grupos específicos. Apesar de certos elementos como auto-respeito e sabedoria serem incluídos em seu conteúdo (Rokeach, 1973; Schwartz, 1992), a idéia central é de crescimento pessoal (Braithwaite & Law, 1985), sendo expresso no fator auto-realização (Kraska & Wilmoth, 1991).
Autodireção. Este e o valor seguinte representam a pré-condição de liberdade para satisfazer as necessidades. Adotar este valor implica em um reconhecimento de auto-suficiência. Alguns valores são encontrados na literatura com uma etiqueta similar, tais como liberdade (Inglehart, 1990; Lee, 1991; Parra, 1983; Rokeach, 1973; Schwartz, 1992), autodeterminação (Reeve & Sickenius, 1994), autonomia (Walsh et al., 1996) e independência (Kraska & Wilmoth, 1991; Lapin, 1997).
Privacidade. Um espaço privado é necessário no sentido de diferenciar os diversos aspectos da vida pessoal. Aqueles que adotam este valor não rejeitam ou subestimam os demais; eles simplesmente reconhecem os benefícios de ter seu próprio espaço íntimo. Este valor é raramente citado. Schwartz (1992) mencionou o valor distanciamento, mas não reproduz o conteúdo do valor aqui tratado.
Justiça Social. Este valor representa a pré-condição de justiça ou igualdade para satisfazer as necessidades. As pessoas que dão importância a este valor pensam nos outros como um membro a mais da espécie humana. Cada um tem os mesmos direitos e deveres que capacitam uma vida social com dignidade. Este é geralmente mencionado com esta denominação (Parra, 1983; Schwartz, 1992) ou como igualdade (Braithwaite & Scott, 1991; Inglehart, 1990; Rokeach, 1973).
Honestidade. Representa a pré-condição de honestidade e responsabilidade para satisfazer as necessidades. Este valor enfatiza um compromisso em relação aos demais, permitindo manter um ambiente apropriado para as relações interpessoais. As relações em si são consideradas metas. Este é um valor muito comum na literatura (Braithwaite & Law, 1985; Chinese Culture Connection, 1987; Rokeach, 1973; Schwartz, 1992).
Tradição. Este valor e o próximo representam a pré-condição de disciplina no grupo ou na sociedade como um todo para satisfazer as necessidades. O presente sugere respeito aos padrões morais seculares e contribui para aumentar a harmonia na sociedade. Os indivíduos precisam respeitar símbolos e padrões culturais. Tomado como uma dimensão (Inglehart, 1990; Schwartz, 1992) ou um valor específico (Chinese Culture Connection, 1987; Lapin, 1997; Levy, 1990), sua presença é assegurada em outras tipologias.
Obediência. Este valor evidencia a importância de cumprir os deveres e as obrigações diárias, além de respeitar aos pais e aos mais velhos. É uma questão de conduta individual; os membros da sociedade assumem um papel e se conformam à hierarquia social tradicionalmente imposta. Tal valor é típico de pessoas mais velhas ou que receberam uma educação tradicional. É citado em outros estudos (Braithwaite & Scott, 1991; Rokeach, 1973; Schwartz, 1992).
Conhecimento. As necessidades cognitivas são representadas por tal valor, que tem um caráter extra-social. As pessoas orientadas por este valor procuram ter um conhecimento atualizado e saber mais sobre temas pouco compreensíveis. A presente definição corresponde a diferentes valores encontrados na literatura (por exemplo, imaginativo, criativo, intelectual, curioso, instruído, estudioso, conhecedor, informado) (Braithwaite & Law, 1985; Chinese Culture Connection, 1987; Levy, 1990; Schwartz, 1992; Walsh et al., 1996).
Beleza. Representa as necessidades de estética. Evidencia uma orientação global, sem uma definição precisa de quem se beneficia com o quê; não significa uma apreciação de um objeto ou pessoa específica, mas a beleza como um critério transcendental. Este valor tem sido relacionado com a natureza e os espaços físicos específicos (Braithwaite & Law, 1985; Inglehart, 1990; Rokeach, 1973; Schwartz, 1992). Inclui a idéia geral de estética (Walsh et al., 1996).
1 comentário:
O artigo é interessante, mas, pela minha experiência, também se aprende a gostar de ensinar. E há quem tenha sonhado toda uma vida em ser professor e se tenha desiludido no primeiro dia.
Sem dúvida que há gente que não gosta do que faz, mas talvez também porque o ensino está demasiado burocratizado e com demasiadas "pedagogices", indisciplina e boçalidades. Por vezes é quase necessário um espírito de missionário, tamanhos são os entraves.
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