sábado, 12 de abril de 2008

Biocombustível de óleo de palma faz Jumbo voar!

Jumbo faz primeiro vôo com biocombustível de óleo de palma
Um pequeno salto para os jatinhos, mas uma decolagem gigante para os jatos movidos a biocombustível
por David Biello

VÔO DA VIRGIN: Um 747-400 da Virgin Atlantic voou de Londres a Amsterdã com um motor parcialmente movido a óleo de palma.
A Virgin Atlantic tornou-se a primeira linha aérea comercial a usar um avião movido parcialmente à óleo de palma. Em um vôo curto, mas histórico, um dos Boeing 747-400 da empresa voou mais de 320km do Aeroporto de Heathrow, em Londres, até o Aeroporto Schiphol, em Amsterdã. A aeronave alcançou uma altitude 25 mil pés (7.600 m) durante 45 minutos de vôo, com um de seus quatro motores queimando uma mistura de 20% de óleos de coco e babosa misturados ao combustível normal para jato, à base de petróleo.

“Este vôo pioneiro permitirá que aqueles de nós que levam a sério a questão da redução de emissões de carbono passem a desenvolver os combustíveis do futuro”, disse Sir Richard Branson, presidente da Virgin Atlantic, em uma declaração.

Infelizmente, esse combustível de baixo carbono do futuro provavelmente não será a mistura que teve bom desempenho aqui. Isso porque esse biocombustível pode acabar contribuindo para as mudanças climáticas em vez de remediá-las, de acordo com estudos recentes. Além disso, o combustível proveniente do suprimento limitado de coco do mundo poderia resultar no aumento do preço do óleo de cozinha, como também provocar mais desmatamento das florestas tropicais no Sudeste Asiático para a expansão das plantações de palmeiras. Embora a palmeira do babaçu seja uma planta silvestre no Brasil – como a switchgrass, uma gramínea perene nativa do Hemisfério Norte que pode ser usada para a produção de etanol – pode não haver o suficiente para satisfazer a sede por combustível da aviação comercial.

Independentemente disso tudo, o biodiesel proveniente do coco não entupiu o motor não-modificado (o biodiesel pode se transformar em gel quando exposto às baixas temperaturas encontradas em grandes altitudes) nem prejudicou seu funcionamento. Os técnicos da Virgin Atlantic, Boeing, GE Aviation (fabricante do motor) e a fornecedora de combustível Imperium Renewables agora planejam analisar os dados reunidos durante o vôo para avaliar o desempenho do motor e as emissões de poluentes.


Para saberes mais sobre avanços científicos clica Aqui

Sem comentários: